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Alados corações,
esses são seus nomes,
avançam pela atmosfera densa.
Ouviram todas as preces
e aumentaram sua glória
numa comum espada.
Ou...
Ouvirão todas as preces
e aumentarão a glória
do pacífico espelho
dos contos de fadas.
Preste bem atenção:
ainda é um sono
o que guia esses abutres.
É como hospedar uma borboleta
no interior de sua crisálida.
Na iminência de um vôo, almeja
o isolamento no silencioso
desenrolar de seu parto.
Partirá!
Continuando o seu ciclo
de larva, monstro devorador
e beleza.
Feito a paixão e suas presas.
Longe do coração
há a certeza do amor.
No seio da memória pretendida.
Nos sonhos de uma certeza.
∞
Quem não tem cão: canta de galo!
∞
Aonde um salitrado silêncio esgotou num apelo.
Seus próximos passos ainda seriam uma escapada visão.
Parte do véu
saiu ao vento,
feito uma nuvem
que cobria o céu.
Ou ondas de uma visão colossal, revestindo a dúvida, sem contar vantagem, tremendo num meio de durar. Onde a contagem regrediu num gelo, laço e apelo, dum sonâmbulo encontro.
Se pensaram ancorar se perderam em contagens dominadas pela domada espera. Gruta lá fora. Tiveram que encontrar num leste onde ardia um segredo, tão vasto. Aonde as sobras não se fizeram escolha, nem limites. Poderíamos partir, entre canções, na dúvida, estalando de nova.
Lá fora os segredos, sempre gastos. Prontos a parir. Diversos.
Existe um paraíso que brota em toda utopia machucada.
E existe a razão, não isola o tremendo susto, da milagrosa hora em torno desse círio, que arde.
Novos portos pisarão seus pés e novas frutas
serão raízes no próximo invento.
Do ontem
seu caminho é destino.
Do agora, seus passos em questão: que lindo amanhã lhe darão.
Ancorar sua razão nos cometas. Seu brilho, nessa mecha de sol.
Um horizonte lindo descansa a visão de todo ser
que caminha por si, amando a todos
numa enorme oração que festeja.
Sossegar a alma nos braços do convívio.
Abraça a partilha, num louvor, nessa espera.
Feita em espaço, de missão.
Escrito por Renato de Melo Medeiros às 00h15
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