AEROSTATO


 

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A solidão é o que nos faz

 

 

Desde muito tempo, pequenino, eu adquiri o hábito de guardar, não por avareza, mas, por falta de opção. Destes dias, não tendo o que fazer, comecei a escrever bilhetes a respeito do que ia fazer, que fosse preciso fazer. É preciso dizer que essa literatura foi ficando, cada vez mais, cheia de chaves.

Exercendo o meu texto melimetricamente, prazerosamente, sem pretensão...

Logo logo eu descobri que não é preciso fazer muita coisa. Então, continuei escrevendo apenas, já que é realmente, o que resta a fazer.

 

 

O mundo está como uma bolha de sabão.

Não nos perguntamos mais o que vamos comer.

Perguntamos-nos: aonde vamos comer?

Foi-se o tempo em que o fogo

era um mistério, um atrativo, no centro da nossa sala.

 

E lá de cima ouvíamos o som alto de Apolo no Dionisiu’s, deitados no chão.

 



Escrito por Renato de Melo Medeiros às 22h07
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Tenho adoração ao memorável,

sublimo tudo em minhas veias.

E quando um isto me põe a teima

fagulho calmo a minha bagagem.

 

Estiro o pensar em provisão

e pesco longe com os sentidos

um ritmo que me ajuda a sorrir.

É porque ou bem, ou now,

eu não largo o pau

de minha bandeira.

 

Ser, firme por dentro,

do organismo

que em mim lateja.

 

 



Escrito por Renato de Melo Medeiros às 22h05
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AEROSTATO 77

Arte no homem do vale

renatodemelomedeiros@gmail.com

 

Existe, por enquanto, todo esse tempo para a politicagem.

As eleições têm sempre esse jogo tão sujo, o recado é mínimo.

Existe um hábito, muito saudável e louvável, de calcular a produção de carbono de vários tipos de eventos: haves, programas de TV, festas de aniversários(de pessoais legais e conscientes), festivais, feiras de livros, filmes, etc. Durante a nossa vida, nosso consumo produz uma quantidade pouco agradável de carbono solto na atmosfera, agravando o já muito conhecido efeito estufa, aquecimento global. O uso de energia na manutenção da estrutura, dos indivíduos, solta no céu aquela fuligem como a dos veículos, é o pum sócio-ambiental. Pensando numa perspectiva de futuro diminuímos o gasto supérfluo de combustíveis fosseis, energias não renováveis, poluentes em geral. Esses eventos, por exemplo, fazem esse calculo para compensar o planeta com o plantio de árvores. A ação é chamada: CarbOno Zero! Vi num site de corridas de bike, vi no programa Um Pé de Quê? de Regina Case, vi na festa de casamento de Mauricio e Ângela, faço isso na minha casa-laboratório, faça na sua... é prático. Entre no site da Futura e aplique seu consumo a contrapartida na plantação de árvores, na utilização dos recursos com elegância, sem lixo é luxo. E por falar em elegância, como faz falta ao processo eletivo essa atitude tão justa. Não contentes com toda inutilidade de seus cargos, esses parasitas ainda esbanjam poluição, sonora, visual e tal. Nem de Gabeira escutamos um dito sobre a campanha consciente, ecologicamente decente. Aqui pelo Assu as coisas são risíveis, pra não chorar. Carros e mais carros saem pela rua desperdiçando combustível e fazendo barulho, essas festas comício nos finais de semana (sem o Juiz/o!) deixam um rastro de sujeira bem parecido a essas caras. Não é dever da autoridade analisar e compensar seus atos?

O que devemos fazer?

Dá bom exemplo!

 



Escrito por Renato de Melo Medeiros às 22h02
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